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Eletroeletrônicos mais baratos Imprimir E-mail
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Pesquisas e fluxo do varejo
Escrito por Redação   
Qua, 25 de Agosto de 2010 15:06

Com o fim da Copa do Mundo, os produtos eletroeletrônicos estão ainda mais baratos. É o que revela a análise do Índice de Preços no Varejo (IPV), aferido pela Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).

 

Na comparação entre julho e junho, o resultado geral do IPV se manteve estável. No ano, o indicador acumula alta de 1,63% e, nos últimos 12 meses, de 1,56%.
 
Segundo a assessora econômica da Fecomercio, Júlia Ximenes, com o termino da Copa da África surgiram várias promoções no comércio varejista, o que pressionou os preços médios dos produtos Eletroeletrônicos para baixo. “O setor recuou 1,57% em comparação a junho, a nona queda consecutiva”, destaca.
 
A economista afirma que as promoções pressionaram ainda mais os preços do setor que, no ano, acumula variação negativa de 6,53% nos preços médios de seus produtos. “A concorrência desleal do comércio informal e a rápida obsolescência dos equipamentos eletrônicos são o motivo desta queda continuada”, aponta Júlia.
 
Dos outros 20 grupos que compõem o IPV, nove registraram variação negativa em julho, sendo a queda no preço médio do setor de Feiras a que mais se destaca. Em relação a junho, o setor apresentou recuo de 1,88%, a quarta retração consecutiva. Somado a isto, os preços médios dos produtos de Supermercados também caíram 0,03% em comparação com o mês anterior, o que contribuiu para um reajuste dos preços dos produtos alimentícios. “Em 2010, os alimentos já acumulam variação negativa de 0,09%”, afirma a economista.
 
Segundo Júlia, o segmento de Vestuário, Tecidos e Calçados reverteu a tendência de alta que vinha apresentando e apresentou retração de 0,28% ante junho. O comportamento do setor, no entanto, se deve à sazonalidade do setor. “É comum haver queimas de estoque antes da troca da coleção de outono-inverno para a de primavera-verão”, explica.
 
Os outros grupos de produtos que apresentaram queda de seus preços médios em julho foram: Floriculturas (-3,16%), CDs (-1,34%), Jornais e Revistas (-1,09%), Livrarias (-0,36%), Autopeças (-0,32%) e Eletrodomésticos (-0,09%).
 
Por outro lado

Devido ao aquecimento do mercado imobiliário, em julho, o setor de Materiais de Construção registrou a terceira alta consecutiva. Segundo a assessora econômica da Fecomercio, mesmo o incentivo fiscal concedido para as mercadorias que serão usadas nas obras para a Copa não foi suficiente para arrefecer a elevação dos preços no setor. “Este mês, os materiais de construção ficaram, em média, 2,73% mais caros”, conta Julia. “No ano, o segmento acumula alta de 7,34%.”
 
A economista também destaca que os preços do setor de Veículos continuam subindo. “Sem a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), este segmento já apresenta a quarta alta consecutiva”, comenta Júlia. Entretanto, a variação nos preços dos veículos foi menor do que em junho. “O segmento registrou variação de 0,21% em julho, no mês passado, o incremento havia sido de 1,03%”, compara. O preço dos combustíveis, que vinha de três quedas consecutivas, se manteve praticamente inalterado, apontando ligeira alta de 0,05% na comparação com junho.
 
Os outros grupos de produtos que apresentaram elevação de seus preços médios em julho foram: Açougues (0,86%), Padarias (0,35%), Relojoarias (0,31%), Móveis e Decoração (0,29%), Óticas (0,27%), Papelaria (0,27%), Brinquedos (0,12%), Drogarias e Perfumarias (0,11%) e Postos de Combustíveis (0,06%).
 

 

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