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Varejo em Foco | Mais Lidas
| Atacado e atacarejo em alta |
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| Pesquisas e fluxo do varejo | |||
| Escrito por Juliana Gonçalves | |||
| Seg, 17 de Maio de 2010 19:05 | |||
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O crescimento real do setor atacadista foi de 4,1% e um faturamento R$ 11 bilhões maior do que o de 2008, atingindo um total de R$ 131,8 bilhões. O montante equivale a cerca de 5% do PIB brasileiro. Para 2010, a expectativa da entidade é um crescimento de pelo menos 6%. A pesquisa registrou também o otimismo dos empresários, que projetam aumento nos investimentos, no faturamento, na rentabilidade e no volume de vendas. O segmento atacadista distribuidor apresentou, no ano passado, um crescimento nominal de 9,2%, mesmo tendo sido 2009 um ano marcado pela crise. A participação do atacado nas vendas tem permanecido estável e significativo, acima dos 50%, nos últimos cinco anos. Em 2009, correspondeu a 52,2% de tudo que foi distribuído no mercado mercearil do país. Os números superaram as expectativas da entidade, que havia projetado para o ano passado, um crescimento em torno de 3%. Um dos fatores que contribuíram para esse bom resultado foi certamente o aumento do poder de compra da classe C. “O público de baixa renda foi a verdadeira locomotiva do crescimento de 2009. O crescimento do varejo deve-se 60% a essa classe”, afirmou João Carlos Lazzarini, diretor de Atendimento ao Varejo da Nielsen.
Segundo a Nielsen, 95% dos supermercados pequenos e 40% dos supermercados médios são abastecidos por empresas atacadistas distribuidoras e são os que mais atendem os consumidores das classes C, D e E. Este pequeno varejo cresceu 5% em 2009 e arrecadou cerca de R$ 80, 5 bilhões. Outra novidade refletida no ranking é o crescente número de lojas de atacarejo e de seus consumidores. Em 2008, apenas 17% dos shoppers compravam no atacarejo, no ano passado esse número subiu para 22%. Para o presidente da Abad, Carlos Eduardo Severini, o percentual ainda é baixo e há expectativas que o crescimento de consumidores atinja 28% já neste ano. Os estabelecimentos de atacarejo também tiveram alta significativa nesta década. Em 2000, existiam apenas 86 lojas neste formato no Brasil, em 2009, elas já somavam 291. Segundo Nelson Barrizzelli, professor da FEA (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo) especializado em finanças, marketing e varejo, esse crescimento não deve alarmar o varejista comum. “São necessidades distintas que dirigem o consumo das pessoas, em média o consumidor vai até três canais de vendas na hora compra mensal, sendo assim, ele escolhe de acordo com o momento, nem o hipermercado vai matar o cash&carry (atacarejo) nem o contrário”, explica.
O setor atacadista distribuidor em números
No segmento "atacarejo" as maiores redes no país de 2009 foram:
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Omnichanell, engajamento, experiência de compra e novas tecnologias dominaram o evento