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Home Sustentabilidade Responsabilidade Social Pequenos varejistas implementam ideias sustentáveis
Pequenos varejistas implementam ideias sustentáveis Imprimir E-mail
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Responsabilidade Social
Escrito por Juliana Gonçalves   
Ter, 09 de Março de 2010 15:24
O Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo foi criado em 2003 pelo Centro de Excelência em Varejo (GVcev) da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). O principal objetivo do programa é incentivar as empresas varejistas a incorporarem na sua estratégia de gestão de negócios algumas práticas sustentáveis.

Segundo Roberta Cardoso, coordenadora técnica da iniciativa, o Programa é “voltado ao varejista e no que ele está fazendo e pode fazer”, explica.

Falar em sustentabilidade para as grandes empresas – que inclusive possuem poder de barganha com a indústria – é muito diferente do que se dirigir ao pequeno varejista. Afinal, quando este varejista adquire a consciência e a vontade de realizar medidas sustentáveis, ele acaba esbarrando na questão financeira. De modo geral têm-se a ideia de que para ser ‘verde’ é preciso ter dinheiro.

“Isso é bem comum com os pequenos varejistas que acham que sustentabilidade é só para grandes empresas. A questão é fazer com que eles entendam que não será necessário um grande investimentos para ser sustentável”, explica Luiz Macedo, assessor do Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da FGV.

Para Roberta o consumidor tem forte aceitação por práticas sustentáveis: “As pessoas gostam de entender o que elas estão fazendo, se o varejista explicar seu projeto, o consumidor irá comprar/participar”, diz ao justificar que as pessoas em geral anseiam por fazer parte de algo maior.

O varejo sustentável contempla desde práticas externas (com os consumidores) até as internas para exercitar a consciência dos funcionários. “Quem assume práticas sustentáveis entende o quanto é economicamente viável e dá um retorno financeiro positivo”, finaliza a coordenadora de Sustentabilidade no Varejo da FGV.

Embora a micro empresa sinta dificuldade em assimilar o conceito sustentabilidade, cada vez mais exemplos de boas práticas surgem no varejo deste porte. Conheça agora três desses exemplos:

Mais árvores em Paripiranga

José Carlos Santana Filho é o dono da microempresa Santana Auto Peças, localizada na pequena cidade de Paripiranga – BA. Em 1996, antes mesmo da palavra ‘sustentabilidade’ ser conhecida, José resolveu plantar uma árvore, depois mais uma, e mais outra. Até que em 2002, a região ao redor da sua Auto Peças estava completamente arborizada.

Como foi feito: Em parceria com outras empresas que doaram dinheiro para a compra das grades que protegem as árvores.

Resultado: O pequeno negócio hoje é visto pela comunidade como um empreendimento preocupado na qualidade de vida das pessoas. A arborização amenizou o calor da cidade e melhorou a qualidade do ar.

Estrela verde

A Padaria Estrela está há 60 anos no mercadoA Padaria Estrela de Pelotas – RS – desde 2001 implementa com seus funcionários a campanha ‘O lixo é um luxo’ que propõe a coleta e reciclagem de latas de alumínio e embalagens pet. Os empregados são estimulados a trazer esse tipo de lixo de suas casas em sacolas fornecidas pela empresa. Segundo Fátima Frio, dona da padaria, os funcionários aderiram à campanha em peso e percebem a contrapartida conquistada com ela. “O dinheiro conseguido com ‘O lixo é um luxo’ já subsidiou uniformes novos e muitas atividade de lazer para eles”, explica.

Como foi feito: Depois de uma conversa com os funcionários a campanha foi adotada. O único custo agregado é o correspondente ao valor dos sacos de lixos que são fornecidos pela empresa.

Resultado: A padaria hoje conta com uma equipe motivada o que resulta em melhor produção, menor desperdício, maior volume de vendas e faturamento. Embora não tenha um valor preciso, Fátima acredita não só ter economizado dinheiro como também tenha produzido razoáveis quantias com a campanha.

Gás reciclável

O dono da Astel Refrigera (Itaúna – MG) resolveu há quinze anos reciclar o gás CFC presente nos produtos que manuseia e comercializa na sua assistência técnica como bebedouros, ar-condicionado, geladeiras, veículos, entre outros.

Uma válvula perfuradora especialmente produzida para esse fim suga o gás sem permitir que ele seja liberado para a atmosfera. Após ser retirado e armazenado, um compressor realiza a reciclagem do gás. Hoje, com o CFC em desuso, o gás reciclado é o HFC.

Como foi feito: Por meio da compra das máquinas de recolhimento e reciclagem do gás.  “A máquina – conta Guilherme – custa R$ 2 mil, porém em quatro meses de reciclagem ela mesmo paga o seu valor”, explica. A empresa conta com a colaboração de seus 14 funcionários.

Resultado: A ação resulta na redução de 50% da compra de gás. Guilherme nos conta também que muitas pessoas o procuram especialmente por saberem da sua ação em prol da camada de ozônio.



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