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Vendas no varejo devem crescer, afirma Fecomercio Imprimir E-mail
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Tendências
Escrito por Redação   
Qui, 26 de Agosto de 2010 15:35

Satisfação com nível de renda e acesso a crédito devem alavancar as vendas no varejo até o fim do ano. É o que revela a pesquisa de Intensão de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), que, em relação a julho, apontou alta de 1,6%, marcando 138,5 pontos em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima de 100.

Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomercio, destaca que, este mês, o resultado atingido pelo ICF é o segundo melhor de sua série histórica, iniciada há exatamente um ano, em agosto de 2009. “Desde então, a intenção de consumo cresceu 15,2%”, comenta. “O único resultado mais elevado foi o de janeiro, quando o ICF marcava 138,7 pontos”, completa.

Segundo o economista, a relação entre renda, acesso ao crédito e nível de emprego é o tripé que sustenta o impulso apresentado pelo indicador. “Dos sete itens que compões o ICF, somente Renda Atual apresentou variação negativa”, aponta Dietze. “No entanto, essa é uma revisão natural, já que avaliação dos paulistas quanto ao nível de renda atual segue elevada, marcando 152,4 pontos”, pondera.

Vendas no comércio varejista devem apresentar um bom desempenho até o fim do ano, apoiadas tanto no crescimento da intenção de consumo, quanto na elevada confiança do consumidor paulista que, segundo o Índice de Confiança do Consumidor, também aferido pela Fecomercio, é a maior desde 1994Vendas no comércio varejista devem apresentar um bom desempenho até o fim do ano, apoiadas tanto no crescimento da intenção de consumo, quanto na elevada confiança do consumidor paulista que, segundo o Índice de Confiança do Consumidor, também aferido pela Fecomercio, é a maior desde 1994Além da satisfação com seus rendimentos, os paulistas avaliam positivamente as questões relacionadas à aquisição de crédito, sendo o item Acesso a Crédito o que apresentou maior pontuação na avaliação de agosto, 159,4 pontos.

A percepção dos consumidores quanto às facilidades de acesso ao crédito são confirmadas por dados do Banco Central (BC), que registra a menor taxa de juro para pessoa física da série histórica, 40,4% ao ano. “O aumento da massa salarial real somado ao fácil acesso ao crédito fortalecem o poder de aquisição das famílias”, afirma Dietze.

A confiança que os paulistas têm de que não perderão seus postos de trabalho é a ultima perna de sustentação para o otimismo registrado pelo ICF de agosto, afinal, a segurança de ter o emprego e a renda garantidas para o mês seguinte é fundamental para determinar a intenção de consumo.

A avaliação do item Emprego Atual melhorou 1% em relação a julho, marcando 139,2 pontos. Paralelamente, os paulistas estão mais otimistas quanto à possibilidade de crescimento profissional. O item Perspectiva Profissional teve um salto de 5,5% na comparação com julho, alcançando 129,4 pontos.

Apoiado por este tripé, o Nível de Consumo Atual cresceu 3,1% em agosto. “As Perspectivas de Consumo para os próximos 12 meses apresentaram uma alta ainda mais significante, 5,7%”, destaca Dietze. O economista também afirma que os paulistas acreditam que o momento é propício para a compra de bens duráveis, que normalmente tem um maior valor unitário. “O item Momento para Duráveis permaneceu estável em relação a julho, mas marca 133 pontos, confirmando a disposição das famílias em consumir esses bens”, explica.

Por fim, Dietze pondera que as vendas no comércio varejista devem apresentar um bom desempenho até o fim do ano, apoiadas tanto no crescimento da intenção de consumo, quanto na elevada confiança do consumidor paulista que, segundo o Índice de Confiança do Consumidor, também aferido pela Fecomercio, é a maior desde 1994.

 

 

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