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“Qual seria a empresa ideal nesse País da moda?”, pergunta a jornalista Mônica Waldvogel aos presidentes de grandes empresas consolidadas no mercado brasileiro. Eles apontam como resposta uma companhia que, entre outros quesitos, coloca os clientes em primeiro lugar, dá o retorno esperado aos acionistas e incentiva os colaboradores a viver o negócio como se fossem deles. Mônica mediou a plenária “Construindo uma empresa modelo no País que está na moda”, que ocorreu nesta quarta-feira (01/09) durante Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente (Conarec).
Um dos participantes do encontro foi o presidente da Brasilprev, Tarcísio José Massote de Godoy. Para falar sobre o assunto, ele lembrou uma pesquisa da IBM com cerca de 1500 CIOs globais que fala sobre os principais desafios de gestão. De acordo com o estudo os desafios são: ter “ecoefiência”; desenvolver negócios online; suportar a complexidade dos negócios; pensar globalmente para agir localmente e desenvolver um produto/serviço de valor agregado. “Para superar esses elementos é preciso ser criativo, apto a assumir riscos, ter destreza operacional e se reinventar no relacionamento com clientes”, ressalta.
Giuliano Domini, da Marisol, lembra que também precisou adaptar a empresa e seus produtos e serviços às novas gerações. “Essa mesma geração que será um desafio enquanto consumidor, também o será como funcionário”. Para tratar do tema, Otto Von Sothen, presidente da Pepsico, citou o caso da sua empresa. A Pepsico é a terceira maior empresa de consumo do mundo. No Brasil são 13 fabricas e mais de 10 mil colaboradores. “Somos quatro vezes maiores que em 2003”, calcula. “E conseguimos isso levando em conta a sustentabilidade não só do meio ambiente, mas das pessoas e produtos”, continua.
Roberto Medeiros, presidente da Redecard - companhia que possui cerca de 1,5 milhão de clientes da maquininha que processa os pagamentos feitos com cartão, também deu seu parecer. Para o executivo uma empresa-modelo precisa inovar: “No Nordeste há um vendedor de calças porta-a-porta que com um software da Redecard instalado no celular pôde aceitar os plásticos como forma de pagamento e parcelá-los em até três vezes”, cita. Entre os clientes da Redecard estão lojistas e profissionais liberais.
Já Rodrigo Abreu, da Cisco, acha que o Brasil não é mais o País da moda e está num patamar muito acima disso. “O País é um local com condições estruturais para se desenvolver empresas”, avalia. E para finalizar Mauro Figueiredo, do Grupo Fleury, coloca que é preciso gerar pessoas qualificadas para trabalhar e suportar esse crescimento do País, pois as empresas que aqui atuam estão crescendo. E muito.
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