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Home Capital Humano Comportamento A era da cooperação
A era da cooperação Imprimir E-mail
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Comportamento
Escrito por Juliana Gonçalves   
Sex, 03 de Setembro de 2010 14:52

Na oitava edição do CONAREC 2010 as discussões sobre a geração Y ganharam espaço especial. Na palestra de Renata Moura, diretora executiva de RH do Carrefour, não foi diferente. Porém, houve um diferencial. Renata colocou o seu foco nos colaboradores dessa geração.“Não temos verdades absolutas vivemos num momento de reflexão e aprendizado na relação com esse novo cliente e colaborador da geração Y”, opinou Renata.
 
No Carrefour há dois milhões de pessoas que entram em contato com a empresa por dia. Par lidar com isso a executiva utiliza seus vinte anos de experiência em quatro segmentos: indústria, telecom, ambev e comércio. Na rede varejista há seis anos, Renata acredita que as empresas cada vez mais têm uma essência e os desafios profissionais são muito parecidos. “Desse modo, adquirimos experiências multifuncionais e multidisciplinares que agregam muito e munem os profissionais de ferramentas para cooperar em áreas que eles nunca estiveram”, enfatizou.
 
Segundo ela, a estrutura hierárquica quando se fala de colaboração, mudou muito, inclusive, atinge os consumidores que colaboram com os programas da rede. “São mais de trinta mil que colaboram todos os dias, o consumidor quer falar e ser ouvido”, revelou.
 
Seis meses atrás, por exemplo, a rede eliminou as sacolas plásticas em uma determinada loja numa mobilização conjunta com o consumidor. “Tínhamos certeza de que se o movimento fosse unilateral, tudo seria um fracasso”, afirmou ao comentar que sabe que a consulta ao consumidor é fundamental.
 
O Carrefour enquadra-se totalmente na geração Y. “56% dos nossos colaboradores são mulheres e 57% têm até 30 anos”, conta. Porém na hora da falar com o consumidor, é importante perceber nuances de todas as gerações. “Nosso consumidor de hoje é da geração Y, X e da geração baby boomer. Até os rituais de comunicação simples são impactados pelas diferenças entre gerações”, afirma.
 
Colaborador X, Y, Z e C
 
A Geração Y, em 2006, escolhia em qual empresa queria trabalhar respectivamente pela admiração que sentia pela marca, depois pelos salários e benéficos, seguido por desafios, negócios e por último por cursos e treinamentos que a empresa oferecia. Hoje, este último item sumiu e agora ela prioriza um ambiente de trabalho positivo.
 
Segundo a palestrante, todos os modelos tradicionais de captura de recursos humanos e retenção devem ser revistos. “A gente começa a ver que há muitos talentos latentes. Quando começa a surgir um líder a gente percebe de forma holística, então há uma mudança não só na avaliação mais na adequação das funções”, observou Renata.
 
A educação também mudou. “Saímos de um processo formal para um coaching real e contínuo”, afirmou. Já que a geração Y não consegue ficar sentada na mesma cadeira sem receber um estímulo diferente, o Carrefour utiliza uma nova maneira de aprendizado por meio de cases concretos.
 
Uma pesquisa da Cia. de Talentos comprovou que se uma pessoa recebe uma explicação, ela reterá 70% do conhecimento durante três semanas, e após três semanas, só sobrará 10% do mesmo conteúdo. Se for um exemplo, em três semanas a pessoa retém 72%, em três meses, diminui para 32%. Caso a experiência seja real e concreta, a retenção de conhecimento é de 85% no primeiro período e de 65% depois de três meses. “O próximo dado mostra que a experiência de ensinar retém o conhecimento em 100%, sem perdas com o passar do tempo. Por isso, cremos que faz bem colocar os colaboradores como facilitadores, que expõem o seu conhecimento, transmitem e ossificando o seu saber”, revelou a diretora de RH do Carrefour.
 
Renata apontou ainda hábitos de uma próxima geração que está por vir, que pode ser chamada de C pois viverá na era da cooperação total e absoluta, da confiança, do conteúdo multidisciplinar,  do livre e ilimitado acesso a tudo. “Assim desejam o mundo esses seres nascidos a partir de 1996. Eles são independentes, têm atitude viral, buscam atividades que gostem e são engajados com o desenvolvimento sustentável”, revela a executiva.
 
Priorizar a diversidade e a inclusão faz cada vez mais parte de um negócio. “No Carrefour procuramos não impor metas aos nossos colaboradores, mas sim compartilhar propósitos”, finalizou a diretora de RH de uma das maiores varejistas do País.

 

 

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